domingo, 17 de agosto de 2014

Afinal, agora o que sei de gestão democrática inclusiva?

Atividade 7 – Afinal, agora o que sei de gestão democrática inclusiva?

Quem define quem são os normais e especiais nas nossas escolas?  O poder institucional. Os alunos das escolas comuns são normais e positivamente valorizados. Os alunos das escolas especiais são os negativamente concebidos e diferenciados. 

Segundo, Mantoan (2004) “esse poder que define a identidade normal, detido por professores e gestores mais próximos ou mais distantes das escolas, perde a sua força diante dos princípios educacionais inclusivos, nos quais a identidade não é entendida como natural, estável, permanente, acabada, homogênea, generalizada, universal.” Na perspectiva da inclusão escolar, as identidades são transitórias, instáveis, inacabadas e, portanto, os alunos não são categorizáveis, e apenas fixados em grupos ou categorias atribuídas.

A educação inclusiva questiona a artificialidade das identidades normais e entende as diferenças como resultantes da multiplicidade, e não da diversidade.  A diversidade na escola tem sido a criação de grupos de idênticos, formados por alunos que têm uma mesma característica, selecionada para reuni-los e separá-los. Ao nos referirmos a uma escola inclusiva como aberta à diversidade, queremos acabar com a denominação “inclusão escolar”, isto é, tiramos a possibilidade de agrupar alunos e de identificá-los por uma de suas características (por exemplo, a deficiência), valorizando alguns em detrimento de outros e mantendo escolas comuns e especiais. 

A escola das diferenças é a escola na perspectiva inclusiva, e sua pedagogia tem como mote questionar, colocar em dúvida, contrapor-se, discutir e reconstruir as práticas que, até então, têm mantido a exclusão deles do ensino e da aprendizagem, à medida que estes são direcionados para ambientes educacionais à parte.

A escola comum se torna inclusiva quando reconhece as diferenças dos alunos diante do processo educativo e busca a participação e o progresso de todos, adotando novas práticas pedagógicas.

Um ensino para todos os alunos há que se distinguir pela sua qualidade. A exigência legal do PPP está expressa na LDBEN, Lei Nº. 9.394/96 que, em seu artigo 12, que diz que o Projeto Político Pedagógico (PPP) é esse instrumento para melhor desenvolver o plano de trabalho eleito e definido pelo grupo que o produziu, refletindo a singularidade, suas escolhas e especificidades. 

Os professores constroem a democracia no cotidiano escolar por meio de pequenos gestos na organização da prática pedagógica. Nesse sentido, fazem a diferença: o modo de trabalhar os conteúdos com os alunos; a forma de sugerir a realização de atividades na sala de aula; o controle disciplinar; a interação dos alunos nas tarefas escolares; a sistematização do AEE no contra-turno; a divisão do horário; a forma de planejar com os alunos; a avaliação da execução das atividades de forma interativa.

A escola das diferenças aproxima a escola comum da Educação Especial, porque, na concepção inclusiva, os alunos estão juntos, em uma mesma sala de aula.

Os professores comuns e os da Educação Especial precisam se envolver para que seus objetivos específicos de ensino sejam alcançados, compartilhando um trabalho interdisciplinar, transdisciplinar e colaborativo.

Referências Bibliográficas

BRASIL, Lei nº 9394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. Diário Oficial da União. Brasília, nº 248, 23/12/1996.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. O direito de ser, sendo diferente, na escola. IN: Revista de Estudos Jurídicos, Brasília, n.26, jul./set. 2004.
VEIGA, I.P. (org.) Projeto Político-Pedagógico da escola: uma construção possível.

Campinas: Papirus, 1995.

(T1/14/EE-DI)  D03– GESTÃO DEMOCRÁTICA E PROJETO PEDAGÓGICO

Gestão Democrática e Participativa: relatos das possibilidades


Gestão Democrática e Participativa: relatos das possibilidades

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Segundo Veiga,
 “O projeto político pedagógico, ao se constituir em processo democrático, preocupa-se em instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico que supere os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e autoritárias, rompendo com a rotina do mando impessoal e racionalizado da burocracia que permeia as relações no interior da escola, diminuindo os efeitos fragmentários da divisão do trabalho que reforça as diferenças e hierarquiza os poderes de decisão.” VEIGA , (1998:13-14).



Como deixou bem claro o texto, é algo muito difícil de tornar uma prática contínua. A gestão democrática na escola, supõe que as decisões em relação a sua organização sejam compartilhadas por todos os envolvidos no processo educativo da unidade escolar e que estes devam decidir coletivamente os rumos da escola através do Conselho de Escola e APM como está previsto na Lei.

Somos uma equipe onde todos trabalham em pró do aluno, elaborando projetos e pensado em seu desenvolvimento como um todo, principalmente no seu aprendizado e no aprendizado dos NEEs. É assim que tem sido feito. Os alunos com educação especial inclusiva já tem em sua minoria um grupo de professores que adaptam o curriculo a eles.



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Fonte: http://kdambrosio.blogspot.com

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Fonte:http://karlakayrone-servicosocialepedagogia.blogspot.com



Entre tanto alunos, selecionamos a 7ª série, em que temos um aluno com NEE, Deficiência Intelectual. Ele é alfabetizado, leitor e escritor, uma de nossas professoras de língua portuguesa, incentiva-o com leitura em voz alta, e as atividades são muitas vezes oral, possibilitando este aluno NEE a reponde-la melhor do que na escrita. A professora também traz atividades de palavras cruzadas e de músicas para ele enquanto ela  trabalha o livro didático com os outros alunos. Reitero que quando o aluno NEE deseja fazê-lo, ele lê e escreve as respostas em seu caderno e/ou no livro didático.  Já professora de geografia, aproveita para ilustrar os mapas com todos da sala, inclusive o aluno NEE.


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Fonte: http://linguaportuguesa.uol.com.br

Imagem 5 - Fonte: http://geoidene.
blogspot.com.br/2012/02/aos-meus-alunos-do-ensino-fundamental-e.html

Antes tínhamos a professora de educação especial e esta por sua vez fazia um trabalho de apoio com o aluno NEE, através de jogos e do diálogo. A professora de educação especial também nos informava em Atpcs, sobre os avanços e progressos desse aluno e dos demais alunos NEEs da escola para diversas possibilidades de compreensão e trabalho e também dos alunos NEEs que iríamos receber no próximo ano, pois ela também trabalhava nestas escolas de EFI.

Imagem 6-Lettícia está integrada aos outros colegas e tem as mesmas exigências que eles (Foto: Raul Zito/G1)

Relatamos também que o aluno em questão, tem problemas disciplinares, ele é usuário de remédios controlados por neuro-psiquiatra e temos que encaminhá-los muitas vezes a coordenação e outras para sua casa para melhor controlá-lo, e é nesse momento, que entra sua família, a mãe, que vai busca-lo na escola.


Concluindo, as reuniões devem acontecer para que todos possam avaliar o trabalho da escola, fazendo uma lista dos pontos positivos e o que precisa ser melhorado ou modificado.
Todos os setores devem estar envolvidos: direção, professores, alunos, pais, secretária, auxiliar de limpeza, e monitores. Para um bom desenvolvimento e funcionamento de uma escola democrática, todos devem colocar a mão na “massa”.



 
Imagem 7  - Fonte: http://www.etectiquatira.com.br/portugues.html
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Imagem 8 -Fonte: http://escoladossonhosclaudia.blogspot.com





Referências Bibliografias

VEIGA, I.P. Projeto políyico Pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas: Papirus, 1995.

OLIVEIRA, A.S. de. Gestão Democrática e Participativa: em busca da ação coletiva. Unesp,  Marília: Oficina Universitária, 2014

ZANATA, E.M. O papel do professor da educação especial na construção e desenvolvimento do Projeto Político Pedagógico da escola. Unesp,  Bauru: Oficina Universitária, 2014

IMAGENS
Ilustrações:Quadros
Imagem 1 - Disponível na internet em: http://pedagogasg.blogspot.com
Imagem 2 – Disponível na internet em: http://kdambrosio.blogspot.com
Imagem 3 – Disponível na internet em: http://karlakayrone-servicosocialepedagogia.blogspot.com
Imagem 4  – Disponível na internet em: http://inguaportuguesa.uol.com.br
Imagem 5 – Disponível na internet em: http://geoidene.blogspot.com.br/2012/02/aos-meus-alunos-do-ensino-fundamental-e.html
Imagem 6 – Disponível na internet em: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/03/
inclusao-de-alunos-com-deficiencia-intelectual-cresce-e-desafia-escolas.html
Imagem 7 – Disponível na Internet: http://www.etectiquatira.com.br/portugues.html
Imagem 8  – Disponível na internet em:escoladossonhosclaudia.blogspot.com

(T1/14/EE-DI)  D03– GESTÃO DEMOCRÁTICA E PROJETO PEDAGÓGICO

Redefor: Especialização em Educação Especial e Inclusiva, UNESP, 2014.

domingo, 13 de julho de 2014

PROPOSTA DE INTERVENÇAO - MINI COPA DO MUNDO

1 – Título: Mini Copa do Mundo 2014 – Jogo de Futsal

2 – Objetivos: Interação entre os alunos de educação especial ou deficiente intelectual DI (aluno TGC-transtorno global do desenvolvimento ou alta habilidade/superdotação) e alunos regulares e entre alunos e professores. E dentro deste segmento: Importância do trabalho em equipe; Potencializar e estimular a construção do respeito e de igualdade; Valorização das diferenças; A importância do evento da Copa do Mundo, sediada este ano pelo nosso país.

3 - Público Alvo: Alunos 7º. anos 6ª. séries (A,B,C,D)

4 – Responsáveis: Professores Coordenadores de Sala, Professores das turmas e Professores de Apoio (PA)

5 – Desenvolvimento das Atividades: O professor de Educação Física fará a inscrição dos alunos, nos times masculinos e femininos (se houver), nos jogos de Futsal. No futsal são 5 jogadores, incluindo o goleiro. Cada sala será eleito os melhores 5 a 7 jogadores, sendo metade aos DI. Depois haverá a competição entre eles. Os professores das turmas e de apoio deverão incentivar os alunos no objetivo do trabalho: cooperação, respeito e valorização as diferenças.

·        Material Necessário: quadra de jogo, bola, apito, cronômetro.
·        Tempo de Duração: Tempo é 20 minutos, com intervalo de 10 minutos.
·        Recursos complementares/links:

6 – Resultados Esperados:
·        Promover a igualdade e participação de todos os alunos às diversidades do  contexto da escola;
·        Respeito às diferenças na construção de uma cultura inclusiva;
·        Reconhecimento das suas potencialidades e competências de todos os            alunos inclusivos.





(T1/14/EE-DI)  D02 – POLÍTICAS PÚBLICAS: EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A Indisciplina e a escola atual


 A Indisciplina e a escola atual- Texto de Julio Gropp Aquino
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-25551998000200011&script=sci_arttext

Dica 2 - Blog 2 - AEE

O blog " Processos de Inclusão de Pessoas com necessidades Educacionais Especiais", traz diversos artigos. Ele aborda todas as especialidades como deficiência intelectual, deficiência múltipla, deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência mental, deficiência física, superdotação, Paralisia celebral, síndrome de Prader Willi (PWS), e problemas de coportamento e indisciplina.

Vale a pena conferir e verificar o que ele tem!

http://wwwp.fc.unesp.br/~lizanata/tcc/atividadesdeinclusao.html

Dicas 1 - Blog AEE

O Blog "Atendimento Educacional Especializado é voltado para o especial com "síndrome de down" e em "dislexia". Ele aborda todas as especialidades como deficiência intelectual, deficiência múltipla, deficiência visual, superdotação, síndrome de rett, e autismo.

- O site aborda cursos, dicas, vídeos e filmes. 
- Ele vai de encontro com o tema que estou estudando, a diversidade, o gênero,  a cultura inclusiva e o outro.

http://inclusaoaee.wordpress.com/

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Diversidade Cultural ... Novas Construções!


A escola é o espaço de preparação para a cidadania e do desenvolvimento humano. A escola pode perpetuar preconceitos, mas também pode desconstruí-los. Essa é uma tarefa para os(as) gestores(as) e educadores(as) comprometidos(as) com os direitos humanos.
Os educadores devem falar mais sobre a diversidade e revelar o invisível. Atuar conforme o paradigma do pensamento complexo, Significa, olhar um lado da moeda, buscar a concretização da igualdade entre as pessoas e, olhar o outro lado, combater o racismo, sexismo, discriminação social (classe), cultural, religiosa e quaisquer outras formas de preconceito e de discriminação presentes na sociedade.
As construções sociais que discriminam negros, albinos, mulheres, pobres, índios, ciganos, religiões de matriz africana, homossexuais e transgêneros, pessoas com transtornos mentais e pessoas com deficiência precisam ser desconstruídas. Ainda que a escola, em todos os níveis, não seja o único lugar em que essa desconstrução precisa ser realizada, nela isso é fundamental

(T1/14/EE-DI)  D01 – DIVERSIDADE E CULTURA INCLUSIVA